10 de jan de 2007

Seios, bumbum, pernas? Nada disso! É da cintura que eles gostam mais!

Tanta correria do mulherio em busca de silicone nas clínicas de estética e.... bom, não é bem assim. Seios e bumbuns "turbinados" podem até dar audiência, mas o que os homens de todos os tempos gostam mesmo é de uma cintura de pilão. Isso o editor do UOL Tablóide já sabia. Mas a ciência, sempre ocupadíssima, resolveu bisbilhotar e atestou: a cintura é o objeto de desejo que ultrapassa as fronteiras do tempo.

AFP
A preferência masculina;
a cintura, não a bola
Cientistas das universidades do Texas e de Harvard vasculharam três séculos de literatura em língua inglesa e três clássicos literários asiáticos de até dois mil anos. Afinal, o que eles queriam descobrir com toda essa trabalheira? As partes do corpo feminino mais "queridinhas" dos escritores através dos tempos.

Era mais fácil ressuscitar o poeta Luiz Gonzaga, que imortalizou a "cintura de pilão" com seu forró. Ou, simplesmente, mandar um e-mail com a dúvida atroz para o editor do UOL Tablóide - reconhecido teórico do corpo feminino. Mas, enfim, depois de toda essa operação hercúlea (para não chamar de lusitana), os psicólogos chegaram ao fim da "enquete". Como era de se esperar, seios, bumbuns e coxas foram muito citadas nas descrições. Mas a cintura fina desbancou todas as outras partes. O editor do UOL Tablóide sabia disso há muito tempo, oras!

Segundo os psicólogos evolucionistas, pode parecer que não existe um "padrão de beleza". Mas lá no fundo mesmo existe uma "força" mais profunda, impiedosa e imutável, tão antiga e duradoura quanto os nossos genes: o impulso darwiniano pela sobrevivência e a atração pela boa genética.

Complexo? Ok, vou explicar diferente. Os cientistas acreditam que a cintura fina é sinal de boa saúde e fertilidade. Os homens instintivamente avaliam que mulheres com esta característica têm potencial para uma reprodução bem sucedida e, portanto, para perpetuar seus genes. Bom, não deve ser isso exatamente que passa pela cabeça de um jogador de futebol quando convida uma modelo internacional para um drink no apartamento duplex...

Haja pesquisa!

Como no século passado não havia "Playboy", "Sexy" ou "Hustler", as fontes dos cientistas foram um site na internet -- Literature Online -- no caso da literatura inglesa dos séculos 16 a 18; a poesia palaciana chinesa da sexta dinastia (dos séculos 4 ao 6 d.C.) e dois antigos épicos indianos, o Mahabharata e o Ramayana, dos séculos 1 ao 3 d.C.. Ufa!

Na literatura inglesa, descrições exaltadas de cinturas finas (uma cintura "tão estreita quanto um bastão", "preso à sua adorável cintura", por exemplo) apareceram 65 vezes contra 16 descrições românticas de seios, 12 de coxas e apenas 2 para quadris e nádegas, cada. Pontos pro "pilãozinho".

Mas antes que alguém denuncie preconceito contra o excesso de peso, a literatura demonstrou ser repleta de tributos românticos à gordura, mas relativamente poucos à magreza. O que conta, tanto para as gordas quanto para as magras, é a relativa estreiteza da cintura. Não foi encontrada uma única evocação de beleza em que o objeto de veneração tivesse uma barriga saliente.

Nas obras asiáticas, a cintura fina demonstrou ser ainda mais "queridinha", embora não tenha sido encontrada nenhuma referência elogiosa à beleza arrendondada. Nos dois épicos indianos, a exaltação à cintura fina teve 35 menções, enquanto as outras partes do corpo, um total de 26. Na poesia chinesa, a cintura fina foi evocada 17 vezes, enquanto seios, nádegas, quadris e coxas não foram citadas nenhuma vez; uma única referência romântica às pernas femininas foi encontrada. Só isso? Abre o olho, china!

Fonte: UOL




1 comentários:

Ludmila disse...

Adorei o blog!!!!
mas verdade....quando a gente vê descrição de seios ou quadril sempre vem acompanhado da descrição da "curva", ou seja, a cintura... Afinal..quando se fala que quadril largo é "parideira" e "apta pra ser parceira" em questões evolutivas, é porque simplesmente a cintura é mais fina que o quadril.

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